Nunca gostei de chamar a atenção, mas sei que há algo em mim que o torna inevitável. Não sei se é a forma como me movo, ou como os meus silêncios dizem mais do que me atrevo a dizer. Falo pouco, observo muito... e por vezes a minha mente escapa para lugares que não confesso, onde o quotidiano se torna desejo e o desejo se torna um jogo secreto.
A minha timidez não é inocência, embora por vezes o pareça, é o meu refúgio, a minha máscara, a forma como guardo o que realmente sou: uma mistura de doçura e fogo, de calma e perigo. Há pensamentos que nunca digo, olhares que me escapam sem permissão.
Talvez seja isso que eu seja: uma contradição que respira, uma rapariga que parece frágil mas que, em silêncio, imagina tempestades.